domingo, 28 de agosto de 2011

Faz-me confusão como é que é possível que em pleno século XXI existirem pessoas que continuam tão renitentes ao amor entre duas pessoas do mesmo sexo. Na verdade faz-me confusão alguma vez existir tantas represálias para pessoas que se apaixonam por pessoas do mesmo sexo, acho simplesmente ridículo como é que alguém pode castigar outra por ela não negar o que sente, como é que alguém pode julgar a bravia de uma pessoa que foi corajosa o suficiente para admitir o que sentia, é simplesmente ridículo dizerem-nos “sejam vocês mesmos” quando na verdade se o formos e simplesmente não lhes agradar, seremos julgados.
Quem não se sente atraído pelo sexo oposto, quem não sente prazer nenhum em estar numa relação com um homem no caso das mulheres, ou com uma mulher no caso dos homens, é menos digno de respeito? Quem vive a sua vida como quer e não como os padrões do mundo em vivemos exige é mais estúpido do que aqueles que vivem uma vida de mentira, a tentar ser o que não são? Na minha opinião, e não sou mais uma qualquer a dizer o que penso, estúpidos, cobardes e não dignos de respeito, são aqueles que vivem numa redoma de vidro onde todas as pessoas dentro dela têm de corresponder aqueles determinados padrões, são aqueles que vêm a felicidade passar-lhes ao lado e não fazerem nada para a agarrar porque não é como a felicidade dos outros.
Admiro quem têm coragem para assumir o que sente, o que é e o que quer fazer com a sua vida, admiro a coragem e a audácia daquelas pessoas que se esforçam dia após dia para se manterem fiéis a si mesmo e não a uma sociedade que por uma coisa ou por outra os irá julgar, ou será por serem homossexuais, ou por terem deixado a merda de cão no jardim, ou por andarem por aí com o carro sujo. Por isso nem me venham dizer “nem sabes o quanto é difícil lutar todos os dias contra o que sou, custa-me imenso não puder ser eu mesma”, se te custa tanto, se já sofres e se já batalhas numa guerra em vão, mais vale perderes os teus esforços, ires ao limite das tuas emoções a defender uma coisa que acreditas do que algo que vai contra aquilo que és. Porque no fim de tudo, as pessoas por quem tu lutas tanto que gostem de ti, irá haver uma altura que elas terão que escolher entre elas ou tu, e não tenhas duvidas que escolheram elas mesmas, por isso vive a tua vida, sê quem realmente queres ser, quem acordará um dia e perguntará “o quê que eu estou aqui a fazer” serás tu, quem andará perdida por aí desejando encontrar o caminho de volta para casa serás tu.

domingo, 24 de julho de 2011

Creio que muitos de nós deveriam reflectir sobre o significado de "amizade".

sábado, 23 de abril de 2011

Primeiro Amor - Miguel Esteves Cardoso

" (...) Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.

Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba.

(...) Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores,amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.(...)"

domingo, 3 de abril de 2011

Nunca digas nunca.

quinta-feira, 10 de março de 2011


-Ficarias comigo para sempre?

-Noutras circunstancias ter-te-ia saltado para os braços, dizer-te que sim e jurar-te a pés juntos que jamais te largaria seja porque motivo for, mas, visto que é de mim que estás a espera de uma resposta, eu vou ter de te desiludir e apenas dizer-te “não sei.” Infelizmente, já deixei de acreditar nos aspectos interiores, cada vez mais acho que somos influenciados por tudo á nossa volta, cada vez acho mais que nós dependemos dos outros, não para viver mas para sobreviver. Se dependesse única a exclusivamente de mim, penso que sim, ficaria contigo para sempre, mas como não depende apenas de mim terei de ficar pela incerteza. Talvez. Talvez fique contigo para sempre. Depende do quanto me queres, e do quanto estás disposto a lutar contra os aspectos exteriores para me manter contigo.

-E que resposta te hei de dar a isso? Eu sei que te quero muito, sei também que te amo, e contra isso não tenho nada a opor, pois é a realidade, e sei ainda que não consigo deixar-te de amar…

-Mas já tentas-te?

-Sim, tentei não te amar para saber como seria no dia que me deixasses e sabes no que resultou? Amar-te ainda mais. Por isso minha linda, podes ficar tranquila, dependendo de mim não te deixarei, e em relação aos outros… venham eles, desde que no fim de cada luta te tenha do meu lado, qualquer batalha é bem-vinda.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011


Tirem-me deste pesadelo. Estou exausta e não posso ver mais livros à frente.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ser adulto não é sinónimo de ser maduro.

O sentimento não é diferente tu é que vês coisas onde elas não existem. A adulta és tu, e quem tem mais cabeça, mas consciência sou eu. Não sou fria para ti, tu é que me afastas dia após dia com essas tuas atitudes de mãe magoada que se sente trocada pelo pai. Cresce, que eu preciso de ti agora e não quando crescer.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dizem que tudo acontece por uma razão e eu mesma acredito nisso, sempre que alguém está mal eu tento dizer-lhes que se está a acontecer é porque tem de ser, porque mais tarde vai levá-los a outra pessoa ou a outra situação, defendo que se agora estou mal é porque depois vou ficar bem e que só tenho que ter paciência e esperar mais um pouco para que esse dia chegue, para mim uma fase má não pode durar para sempre “depois da tempestade vem a bonança”. E dito isto, eu estou assustada. Não por cada vez menos acreditar nisto mas por saber que tu és o motivo por eu estar a duvidar dos meus próprios ideais. Por me aperceber, mais uma vez, o poder enorme que tens em mim, mesmo quando não estamos juntos continuas a interferir na minha vida de uma maneira louca. Não te pedi nada disto, não quis que te mantivesses cá durante este tempo todo, sempre te pedi para ires embora e nunca mais voltares para não me magoar mais, sempre te disse que se fosse para terminar aquilo que pensei não ter fim que fosse tudo de uma vez, assim sentia uma dor só. Pedi-te tudo isto para quê? Para continuares aqui como se nada fosse, para continuares a fazer-me gostar de ti, para me fazeres sentir saudades de todos os momentos, fossem eles pequenos ou grandes, continuas no meu coração para me fazer lembrar que em tempos fui feliz contigo e agora não, acho seriamente que te manténs comigo apenas para me fazeres perceber que não posso apagar as pessoas assim da minha vida, de uma só vez, de uma só maneira, e por vezes, as pessoas são muito mais daquilo que aparentam, e tu és muito mais importante daquilo que eu pensava. E talvez por isso começo a acreditar que o dia que tudo vai ficar bem está longe, começo a duvidar que estar assim tem um propósito ou que algo irá acontecer por eu me ter afastado de ti, ou, por ainda estar tão próxima.